segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Problemas Nutricionais na Infância

A alimentação equilibrada e balanceada é um dos fatores fundamentais para o bom desenvolvimento físico, psíquico e social das crianças, e nessa época que devemos estimular hábitos alimentares saudáveis.
Quando não é estimulado o habito alimentar saudável, ou, este estímulo é feito de forma inadequada, há risco dessa criança se tornar obesa ou deficiente em alguns nutrientes.
A obesidade infantil é um fator de risco para o aparecimento de várias doenças, como hipertensão arterial, diabettes mellitus e dislipidemias.
Crianças na idade escolar começam a exercer uma autonomia para decidir o que querem comer. Essa autonomia, se não estimulada em casa de forma correta, poderá acarretar em escolhas erradas, e contribuir para uma má alimentação e má nutrição da criança.
A mídia faz propagandas de alimentos processados, e as indústrias criam embalagens atrativas e distribuem brindes, e ainda, as crianças buscam imitar seu colega, que normalmente leva salgadinho de pacote, refrigerante, doces para o lanche da escola.
Em casa, o papel dos pais e oferecer novos alimentos e estimular o seu consumo, os filhos tendem a imitar os pais, e consumir aquilo que a família consome. Oferecer recompensa como sobremesas e doces para os filhos por comer toda a comida nem sempre é a melhor opção, pois assim eles vão valorizar a guloseima e tratar a refeição com algo chato e ruim.
Na hora de montar a lancheira dos pequenos, não se esqueça de colocar água. E pergunte para eles, o que eles querem comer, mas dentre duas ou três opções que você sugira, ofereça sempre iogurtes, frutas, sucos, pães, geléias, queijos, cookie ou biscoitos sem recheio, permita que um dia na semana a criança possa comprar um lanche na escola.
Seja criativo na hora de montar o lanche, faça saladas de frutas, mini sanduíches, não coloque pacotes inteiros de bolachas, estabeleça 4 a 6 unidades.

Fonte: Manul para escolas, por Clarissa H. I. e Patrícia M. F., texto adaptado.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Chás, extratos de ervas, suplementos naturais

Alguns fitoterápicos já passam por testes rigorosos e demonstram seus bons efeitos, eles não substituem mudanças de hábito nem, em alguns casos, outros remédios, mas sua ajuda pode ser bem-vinda na hora de afinar o corpo.

Chá verde - já existiam indícios de sua capacidade de eliminar gordura e, agora, um estudo brasileiro comprova seus préstimos em seres humanos com quilos a mais. A bebida feita com a planta Camellia sinensis foi alvo de uma pesquisa da Universidade de São Paulo, onde recrutou mulheres com sobrepeso ou obesidade leve. Divididas em quatro grupos, as que tomava o chá gelado (10 gramas do pó) de manhã e à tarde. Os que ingeria o placebo. O que consumia a infusão geladinha dez minutos antes de fazer musculação. E o que tomava a bebida fajuta antes de malhar.
Resultado: apenas as participantes que tomaram o chá emagreceram. e as que exercitaram, mas a redução de gordura corporal foi três vezes maior entre as voluntárias que consumiam a bebida e exercitavam. Os dados obtidos mostram que a planta ajuda a esvaziar os redutos gordurosos, diminuir a circunferência abdominal e ainda ganhar massa muscular, dando um gás para a prática de atividade física. As catequinas presente no chá verde inibem uma enzima que atrapalha um mecanismo de queima de gordura e, ainda, elevam o gasto energético do corpo.

Pholia negra - um extrato de plantas do gênero Ilex. Suas cápsulas foram submetidas ao crivo científico em um estudo com ratos na Universidade de São Paulo, dividiram os animais com sobrepeso em três grupos: o primeiro só comeu uma ração convencional, o segundo ganhou também a pholia negra e o terceiro recebeu sibutramina, remédio usado para controlar o apetite, após um mês, os investigadores repararam que a perda de peso foi similar nos dois últimos grupos: os ratinhos se livraram, em média, de 10% da sua massa corporal. Diferentemente da sibutramina, que age no sistema nervoso central, a pholia negra desacelera a atividade do estômago, fazendo com que a comida fique mais tempo lá dentro.

Oléo de cártamo - O suplemento, extraído das sementes dessa planta, costuma surtir efeito após seis meses, ele deve ser ingerido antes das refeições. Seus ácidos graxos essenciais aumentam a oferta de leptina, o hormônio da saciedade, ainda, ativa o tecido adiposo marrom, reserva que, de maneira diversa da famigerada gordura branca, eleva a temperatura corpórea e faz queimar calorias, só que o organismo gasta a energia estocada na gordura branca.

O suplemento à base de pinho coreano, disponível na forma de sachês em farmácias de manipulação, e um óleo da planta tem uma substância que estimula a liberação de hormônios que dão sensação de barriga cheia.

Mucuna pruriens ainda está sob investigação, mas parece atuar em uma via alternativa. Trabalhos mostram que ela eleva os níveis de um neurotransmissor ligado ao prazer, o que ajudaria a diminuir a compulsão alimentar.

Nunca saia por aí ingerindo um produto sem a indicação e a orientação de um médico ou de um nutricionista. Lembre-se de que, em dosagens equivocadas ou misturados a remédios, os compostos das plantas podem expor o organismo a uma série de riscos, inclusive fatais. Jamais substitua um medicamento por uma erva com a pretensão de obter o mesmo efeito.
Utilize os fitoterápicos apenas como auxilio de uma dieta adequada, e preferência a produtos fabricados por laboratórios e com selo de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Fonte: site Emagrece Brasil, por varios especialistas, texto adaptado.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Síndrome de Down e a Nutrição

Crianças e adolescentes com Síndrome de Down (SD) têm maior probabilidade de apresentar cardiopatias congênitas, alterações endócrinas, obesidade, apnéia do sono, doença celíaca, disfunção motora do esôfago, atresia intestinal e suscetibilidade à infecção.
SD é uma anomalia genética que determina, entre outras características, retardo mental e de crescimento.
A presença de alterações anatômicas e motoras predispõe a dificuldades na prática alimentar, o que pode repercutir no estado nutricional
. A alimentação deve ser variada, colorida e nutritiva como forma de prevenção da obesidade, obstipação, infecções e doenças cardíacas.

DICAS GERAIS DE ALIMENTAÇÃO PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM SD

- Aumente o consumo de alimentos fonte de fibra insolúvel: banana nanica, vegetais folhosos, aveia em flocos grosso, vagem, figo, amêndoas, lentilha, feijão, ervilha, quiabo, azeitona verde, morango, abobora, jiló, caju, brócolis, beterraba, castanha, cogumelo.
- Consuma as frutas com bagaço, e pelo menos 3 unidades ao dia.
- Evite os alimentos constipantes: banana-prata, maça sem casca, goiaba, limão, chá preto, cenoura cozida, batata, chuchu, abobrinha, batata, mandioquinha.
- Pelo menos metade do prato deve ser composta por hortaliças frescas e cruas, cerca de 3 cores de salada.
- Faça lanches nos intervalos das grandes refeições, o fracionamento a cada 4h.
- Preferir carnes brancas e magras como frango e peixe, as carne bovina prefira os cortes coxão mole/duro, lagarto, patinho, filé mignon, músculo, maminha, de preferência prepare grelhada, cozida ou assada. Retire a pele de peixes e frangos antes do cozimento, assim como a gordura a gordura aparente. Evite as carnes gordas como contra-filé, picanha, cupim, costela, chuleta, fraldinha. Se for consumir carne suína, que seja o lombo (eventualmente).
- Consuma pelo menos 1,5 litros de água por dia.
- Evite adoçar suco e leite com açucar, acoste a consumir sem o doce artificial, e se já e acostumado, passe a reduzir a quantidade de açúcar.
- Evite sobremesas de soces, oferença sempre frutas e iogurtes.

Fonte: Nutrição em Pauta, por Vivian Cristiane Luft.